Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
26/11/2018 10h19
MÉDICA CUBANA CONTESTA AFIRMAÇÕES DE BOLSONARO

A médica Esther Carina Abeledo, é da segunda turma de cubanos do Mais Médicos. Junto com outros 2 mil médicos do país, passou por uma bateria de testes de português, cultura brasileira e de conhecimentos médicos em Havana, Brasília e Florianópolis, até assumir o posto em Içara, interior de Santa Catarina, em maio de 2014.
“Muitas pessoas fazem confusão sobre a nossa situação. Eu saí de Cuba sabendo quanto iria ganhar no Brasil. Quem assina esse contrato não vem pelo dinheiro, mas para uma missão médica, para atender uma população que precisa de tratamento adequado. Viajamos, conhecemos outras culturas e ainda temos a oportunidade de ajudar essas pessoas. Nenhum cubano é enganado ou explorado. Em Cuba, há um regime social, não há escravos. Isso é ofensa para nós, a escravidão já acabou há muito tempo”, 
Com 30 anos de experiência, a médica está na quarta missão e pediu, no começo do ano, renovação do contrato por mais mais três anos. Antes, trabalhou cinco anos em Honduras, depois dois anos na Guatemala e outros cinco anos na Venezuela. Ela esclarece outra polêmica criada por Bolsonaro, que acusou o governo cubano de não permitir que familiares dos médicos venham ao Brasil.
“Me casei em 2017 com um baiano que mora aqui em Içara. Minha filha e meus dois netos vieram de Cuba e moram aqui comigo também. Não existe qualquer impedimento para parentes virem nos visitar ou até mesmo morar no Brasil”, afirma Abeledo, que, por conta da família, agora busca uma forma de permanecer no país.


Publicado por Rubens Jardim em 26/11/2018 às 10h19
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21/11/2018 01h06
É PRECISO RESPEITAR ACIMA DE TUDO A DIGNIDADE DO SER HUMANO

DESABAFO - Já estive em Cuba, em uma feira do livro e posso assegurar a vc: cuba deve ser o inferno para os endinheirados, um purgatório para a classe média e o paraíso para os pobres. Essa é a verdadeira razão que fez o EUA estabelecer o bloqueio e colaborar com todas as ditaduras militares da América Latina. Sempre foi preciso demonizar o "comunismo" pra evitar sua expansão.E as elites endinhehiradas sempre fizeram isso através das mídias. E uma das conversas fajutas, talvez a mais frequente, é a aludida falta de liberdade.Um conceito genérico e abstrato que não resiste a qualquer cotejo com situações concretas. Por exemplo:a maior parte da população brasileira recebe como renda familiar menos do que o auxílio-moradia dos operadores da justiça e dos membros do congresso nacional( por volta de 4 mil reais). Será que essas pessoas moram precariamente, não tem acesso a uma boa saúde, à educação e a um trabalho digno por que elas querem? Elas possuem alguma liberdade? Elas tem algum direito? Enquanto os privilegiados, e me incluo nesse grupo, fazem escolhas onde irão nas férias --nordeste, europa, eua--essas pessoas sobrevivem, cotidianamente, com dificuldades até para comprar alimentos básicos e se locomover para o trabalho precário. Esclareço que esses privilégios me constrangem. Por isso, sempre lutei em favor de uma sociedade mais igualitária e fraterna. Sei, no entanto, que muita gente da minha famigerada classe média pensa exatamente o contrário. Eles estavam no armário até recentemente.Mas com a abertura das portas e comportas, seus comportamentos vieram à tona. Eles querem, no fundo, que os pobres desapareçam e não atrapalhem. Que sejam mortos ou presos, tanto faz. Mas desapareçam. Não respeitam a dignidade inerente a qualquer ser humano. E isso me provoca uma imensa dor. Pois sou daqueles que foi convertido, de verdade, pela palavra de Cristo: amai-vos uns aos outros.E é com essa bandeira que seguirei até o fim de meus dias. Respeitando as diferenças e as divergências, detestanto o racismo, a miséria, as abjetas desigualdes sociais. (pensei em esclarecer alguns pontos de um comentário feito em minha página no facebook. mas o texto foi andando e tomou esse vulto.aí eu reli e resolvi dividir com os amigos)


Publicado por Rubens Jardim em 21/11/2018 às 01h06
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21/11/2018 01h03
SARAU GENTE DE PALAVRA PAULISTANO DIA 27 DE NOVEMBRO.

Como já disse com muita propriedade o nosso companheiro, Claudio Laureatti, a gente não quer só poesia. A gente quer causar incêndio no coração da cidade, morro, viela, beco, favela...


Publicado por Rubens Jardim em 21/11/2018 às 01h03
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21/11/2018 00h59
OS ABSURDOS CONSTANTES DA NOSSA GENTE


Publicado por Rubens Jardim em 21/11/2018 às 00h59
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19/11/2018 13h05
IMPORTANTE RELATO DE UM MÉDICO BRASILEIRO SOBRE OS MÉDICOS CUBANOS.

MAIS BOLA FORA -- Dois meses antes da posse, o novo presidente continua causando danos com suas declarações intempestivas.Já provocou reações diplomáticas e de comércio exterior mexendo com a China, cutucando o Mercosul e imitando o Trump na escolha de Jerusalem como capital israelita. Agora, graças as suas novas declarações, consideradas "ameaçadoras e depreciativas", governo cubano anunciou decisão de retirar do Brasil mais de 8 mil profissionais que atuam no programa. E Ministério da Saúde lançará edital para ocupar vagas deixadas por cubanos no Mais Médicos. Vamos ver se a elitizinha médica que só pensa em ganhar dinheiro vai preencher essas vagas. DETALHE: o Mais Médicos sempre foi aberto PRIMEIRAMENTE a médicos BRASILEIROS.

Relato do Dr. Passos:

"Alguns esclarecimentos, vindos daqui, de quem trabalhou e supervisionou aproximadamente 20 médicos cubanos desde 2015, no Vale do Javari (alto Solimões), no alto rio negro e em Roraima... Atendendo aldeias indígenas (Marubo, Mati, Kanamari, Baré, Baniwa, Tucano, Hupda, ingaricó, wapixana, yanomami, macuxi... só pra citar algumas etnias) que antes não contavam com médico:

1. Nenhum médico foi obrigado a vir. Todos estavam muito contentes em servir, numa missão internacionalista, levando saúde aos povos. Inclusive, os médicos do qual fui professor em Cuba (módulos de preparação antes de virem ao Brasil, sobre SUS, epidemiologia brasileira, enfim...), Constantemente me procuravam no Facebook querendo saber se eu sabia quando que o governo brasileiro iria chamar a próxima leva de médicos. Ficavam realmente ansiosos para vir. Viam como uma grande oportunidade profissional e financeira.

2. 3 mil reais por mês no contexto cubano é muito dinheiro (1 kg de arroz em Cuba custa o equivalente a 0,08 reais, sim, 8 centavos). Além disso recebiam auxílio moradia e alimentação dos municípios os distritos indígenas...

3. O restante do dinheiro pago pelo governo brasileiro ia para cuba, investido na formação de mais médicos que são enviados para missões no mundo todo (é o país que mais exporta médicos no mundo - alguns países exportam armas, outro nióbio, outros médicos...). Esse dinheiro é investido em saúde e educação de qualidade, grátis. Lembrando que a maioria dos países que recebem médicos cubanos, recebem sem custo. Quem paga é o governo cubano. Esse foi o caso no Haiti, no Congo, no Nepal, Angola e Paquistão...

4. Esses médicos ficavam 3 anos trabalhando nas aldeias. Vínculo e longitudinalidade recordes. Eu que sou um médico que curte estar no mato, dormindo em rede, sem wi-fi, não fiquei mais que um ano como médico de área indígena. Quis voltar a Floripa, pelos meus hábitos e maneiras.

5. Esses dias agora nas aldeias indígenas na terra indígena raposa da serra do Sol. Vi médicos cubanos chorando pelo fim do programa. Vi equipes de saúde emocionadas por nunca antes terem trabalhado com um médico tão compromissado e humilde. Vi médicos chorando de tristeza pelo povo que atendiam.

Eu vi e vivi isso. Estava ontem em área indígena com um médico cubano, quase fronteira com Guiana quando recebemos a noticia do rompimento de Cuba. Lamentamos, choramos juntos. Eu estava sentado e cabisbaixo. Quando o médico cubano, Miguel, toca meu ombro, sorri, e diz: "ei, doutor, vamos lá colega, não desanima, tem uma paciente gestante esperando, há trabalho agora. Levanta."

Então: vontade de mandar tomar no monossílabo quem diz que eram escravos. Quem vem com cinismo classista e coorporarivista, falar do alto da distância e da indiferença, da ignorância das realidades dos rincões desse país, desse povo e das nações indígenas."


Publicado por Rubens Jardim em 19/11/2018 às 13h05
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