Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
28/05/2018 00h02
A POESIA NÃO COMPRA SAPATO.MAS COMO CAMINHAR SEM ELA?

Fiz o lançamento desse livrinho ontem, no Patuscada, na minha festa de aniversário compartilhada com o Eduardo Lacerda e a Rosana Piccolo. Como sabia que essa festa ia bombar, levei 50 exemplares. Cheguei até imaginar que iriam faltar livros, embora não seja nem um pouco otimista em relação a isso. Pois bem: vendi apenas 14 exemplares. Quem quiser colaborar com este velho poeta que ousou custear a própria edição, basta enviar mensagem para o meu endereço eletrônico: re.jardim@uol.com.br. Terei maior prazer em autografar e enviar o livrinho. Mas tem um detalhe: o preço é apenas 10 reais+ despesa do correio. Ok? (As imagens reproduzem a capa, a 3ª capa e a 4ª capa)


Publicado por Rubens Jardim em 28/05/2018 às 00h02
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27/05/2018 23h43
SARAU AS MULHERES POETAS

Na história da literatura brasileira, a poesia criada por mulheres foi constantemente diminuída e boicotada, sendo, por isso, menos conhecida. Para dar visibilidade às poetas contemporâneas, a Casa das Rosas promoveu dia 26 de maio, sábado, às 19h00, o Sarau das Mulheres. O museu integra a Rede de Museus-Casas Literários da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis.

O evento reuniu algumas das poetas que integram a pesquisa do organizador do sarau, Rubens Jardim, que divulga há mais de seis anos a poesia escrita por mulheres. Ádyla Maciel, Beth Brait Alvim, Betty Vidigal, Carolina Montone, Claire Feliz Regina, Clara Baccarin, Esther Alcântara, Lenita Estrela de Sá, Luiza Silva Oliveira, Márcia Maranhão de Conti, Rita Alves, Rosana Banharoli, Silvia Maria Ribeiro, Adriana Veraldi, Paula Valéria Andrade e Valéria Tarelho, poetas de diferentes gerações, compartilham com o público seus trabalhos.

A poeta Lenita Estrela de Sá acabou não vindo de sua terra natal, Maranhão, especialmente para participar do evento,em consequência dos problemas de mobilidade ocasionados pela greve dos caminhoneiros. Mas outra poeta que não vive em São Paulo,Márcia Maranhão de Conti saiu de Goiânia para mostrar seus poemas ao público da Casa das Rosas. Aos 80 anos Claire Feliz Regina começou a escrever seus poemas e, depois de três livros publicados e muita experiência em apresentações nos saraus da cidade de São Paulo, participa do Sarau de Mulheres compartilhando seus poemas eróticos.


Publicado por Rubens Jardim em 27/05/2018 às 23h43
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22/05/2018 12h08
OUTRO POETA TAMBÉM ANALISA A PASSETA

A POESIA ESTÁ NA RUA

Claudio Laureatti*

Vamos pensar o fato artístico ou cultural que enfoque a análise na recepção da Passeata. As "lacunas e indeterminação", no caso, não são vistas aqui de maneira julgativa ou depreciativa, mas no sentido de levantar as situações ocorridas na Passeata.Sugerir um trajeto não quer dizer efetivamente que este fosse realizável pois dependíamos das circunstâncias exteriores. Isto é, após nos colocarmos em roda em frente às escadarias do Tribunal Federal caminhamos em direção ao MASP. Domingo ensolarado com a Avenida Paulista povoada de expressões artísticas. Algumas delas com aparelhagem sonora muito mais forte que nossa caixa de som.Tivemos que nos mover para fora do raio dessas potências sonoras. A força da poesia vem menos do aparato tecnológico e mais da riqueza da construção das frases. E neste aspecto, particularmente, senti-me contemplado com os cartazes presentes.Outras vezes nos deparamos com grupos dançando em círculo com bastante adesão dos transeuntes e ocupando uma das pistas por inteiro. Tivemos que passar para o outro lado da avenida. Uma das questões foi manter compacto o grupo (em torno de 40 pessoas). Houve paradas na Passeata pra lermos as frases que levantávamos nos cartazes preparados pelos participantes com o grupo em formação de Passeata. Isto causou efeito sobre as pessoas: o direito à literatura, sua função e seu papel humanizador estavam presentes no espírito da Passeata. Ou seja, não fomos um monobloco, cercado por dois cordões de isolamento, com frases repetidas e arvorando-se a ser dono de duas ou três faixas da Avenida Paulista. Não foi nada disso.Não impusemos a Passeata às pessoas ao redor mas propomos dialeticamente, avançando de forma coesa num elogio à inteligência e à arte de fazer poesia. Quando chegamos próximo ao prédio da FIESP formamos uma roda de poesia, recitamos as frases e decidimos retornar ao ponto de onde saímos. De minha parte, carreguei a caixa de som e fiz circular o microfone para que todos e todas que assim desejassem falassem suas frases e seus poemas curtos. Sentimento estético não é apenas distração ou prazer, é a qualidade do que nesse mundo é vida, dimensão de vivências profundas, invenção ou descoberta da beleza que supera o imediato. E caminhamos assim. "As incompletudes e as imprecisões" estão no horizonte de atos poéticos como os nossos.Esta foi a paisagem da Passeata, na sua própria ação criadora de se entender enquanto Passeata (Poética) e em sua recepção por parte das pessoas presentes ao ato e, obviamente, das pessoas ao redor. Houve adesão de pessoas a essas nossas subjetividades, isto é, teve gente que se sentiu contemplada em observar na Paulista uma Passeata Poética, gente que se identificou com a proposta espontaneamente. Ao retornarmos, ficamos um pouco à frente do local de partida, pois, novamente, existia uma banda com som alto junto à Escadaria do Tribunal. Colocamos as faixas na calçada vizinha e batemos a foto coletiva. Penso que o movimento da poesia está ligada ao dos direitos humanos. As injustiças contra as quais lutamos se encontram por aí. Nossas soluções de Passeata foram bastante democráticas. Não existe um jeito ideal mas saímos com a certeza de termos feito o máximo viável na correlação com as circunstâncias presentes durante o ato. E mais humanizados, mais fraternos, mais poetizados. Quais foram vossas impressões com relação à Passeata, pessoas ?

*Claudio Laureatti é ator e poeta.


Publicado por Rubens Jardim em 22/05/2018 às 12h08
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22/05/2018 11h59
O JORNALISTA E POETA WANDERLEY DINIZ INTERPRETA A PASSEATA

A POESIA ESTÁ NA RUA!

Wanderley Diniz*

Não teve camisas amarelas e muito menos aquele casal burguês acompanhando a babá que empurrava o carrinho do filhote, como na antiga gravura de Debret. Não teve patos e, muito menos, convocação ou cobertura maciça da televisão e dos jornalões. No entanto, faz tempo que a avenida Paulista e adjacências não viam manifestação assim.

Coloridos, de mãos dadas ou não, lá estavam os poetas e os que creem que a Poesia é essencial. Hoje, mais do que nunca, pois vivemos o "tempo dos partidos, dos homens partidos". Não disseram versos, mas os empunharam como bandeiras e estandartes, afirmativos da crença na vida futura, que o poeta Drummond afirmou com todas as letras que haverá de ser criada.

Exilado nesta Brasília tão linda e tão mal falada, não pude estar lá com os meus irmãos de fé, amigos e camaradas. Fisicamente, pelo menos, pois o coração e a alma lá estavam, de pé e à ordem. Como estiveram no Viaduto do Chá, lá se vão mais de cinquent'anos!

Como não me lembrar daqueles tempos, como agora heroicos? Se naquele então a ditadura era uma realidade que contestávamos com a arma do nosso canto, hoje, embora sem quepes, fardas ou armas, ela também é presença que muitos teimam em não ver. Talvez porque sutil, com as armas da manipulação midiática, mais terrível que os canhões, pois conquistam e ocupam corações e mentes.

Por mais que tente, não consigo extravasar em sua totalidade a emoção que sinto ao ver as fotos que nos foram negadas pela mídia, mas que estão disponíveis nas páginas dos que lá estiveram.

Ou seja: estão na rede. E, se na rede estão, se nela caíram, são peixes. Como aqueles que os primeiros cristãos utilizavam entre si, comunicando a todos que a verdade estava no subterrâneo, nas catacumbas. Como se dissessem que, para nascer é preciso voltar à escuridão do grande útero, a Mãe Terra.

Como não me emocionar ao ver a foto do poeta Álvaro Alves de Faria - com quem ando estremecido sei lá por qual razão -, o primeiro amigo que fiz em São Paulo, quando findavam os anos cinquenta? Como não reconhecer e tributar-lhe as homenagens do discípulo ao guia que ele, para mim, sempre foi? E lá está o Poeta, empunhando a verdade que é dele e é nossa: "A Poesia me feriu a vida inteira, mas também me fez viver"

Pior aconteceu comigo, que por ela fui ferido de morte, mas sem ela não vivo.

Como não recordar e verter lágrimas pelos que lá estiveram apenas em espírito e que, lá como aqui, dizem presente por minha palavra: Eunice, Eduardo, Clarice, Bell e todos outros que não nomino, mas que partiram para poetar nos Elísios?

Ao Rubinho e ao Hamilton, pais da iniciativa, digo apenas:

- Obrigado, amigos! Valeu!

* Wanderley Diniz é poeta e jornalista aposentado. Nos anos 60 participou ativamente de leituras públicas de poesia em São Paulo.


Publicado por Rubens Jardim em 22/05/2018 às 11h59
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20/05/2018 22h38
A PASSEATA POÉTICA


Publicado por Rubens Jardim em 20/05/2018 às 22h38
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