Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
05/02/2018 01h37
ISTO É UMA VERGONHA!


Publicado por Rubens Jardim em 05/02/2018 às 01h37
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01/02/2018 17h45
A VIDA DIFÍCIL DOS POETAS

 

Roberto Piva viveu e alicerçou sua poesia na experiência transgressora e, no final da vida, precisou da colaboração de amigos até morrer em 2010. Claudio Willer está bem de saúde e apto a realizar palestras e cursos.Mas atravessa um período difícil em termos de grana e está sendo ajudado por inumeráveis amigos e admiradores de seu trabalho. Paulo Marcos del Greco é outro poeta que enfrentou dificuldades e complicações de toda ordem em relação ao dinheiro. Morou em um pequeno apto na Av. Duque de Caxias, em São Paulo. E depois foi morar no interior, com a irmã. Morreu no ano passado, à míngua. No entanto, ele é um dos melhores poetas da chamada geração 60. Publicou um único livro, Lamentações de Fevereiro, Massao Ohno, 1960.E como vocês poderão ver, nesse trecho inicial do livro , a poesia de Paulo Marcos del Greco é das melhores já publicadas no Brasil. O poema abre exatamente com o mesmo verso com que Camões dá início ao seu célebre poema Babel e Sião. (Sôbolos rios que vão por Babilônia...)


Publicado por Rubens Jardim em 01/02/2018 às 17h45
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31/01/2018 20h44
DIVIDO COM OS AMIGOS ESSA MANIFESTAÇÃO CARINHOSA

CANTARES DA PAIXÃO

Rubens Jardim, poeta, era um dos participantes da Catequese Poética, formada por um "...grupo de dezenas de jovens que realizaram inúmeros festivais e leituras de poemas pelo país. Do núcleo central deste movimento faziam parte também Lindolf Bell, Luis Carlos Mattos, Iracy Gentili, Erico Marx Muller, Reni Cardoso e Ronald de Carvalho"..., nas palavras de Afonso Romano de Sant'Anna, escritas na orelha do livro CANTARES DA PAIXÃO, de autoria de Rubens, Edição da Manuela Editorial, com prefácio de Claudio Willer. Rubens Jardim é poeta de combate, daqueles que não se conformam em apenas e tão somente escrever e publicar poesia nos livros, mas também pratica o ofício da declamação em todo e qualquer lugar onde hajam pessoas para ouvi-lo. Poética de resistência e luta, também lirismo e beleza, compromisso com a palavra e suas consequências.

Deixo aos leitores, que por certo haverão de ler ainda e ouvir Rubens na oralidade de sua poética, um pouco de CANTARES DA PAIXÃO

Anarda era uma viagem
dentro do tinteiro. Cor e acorde,
Anarda era uma âncora
dentro do tinteiro. Antes marco
e agora traço, Anarda é signo,
insígnia, dentro do tinteiro.
Não diante do papel ou adiante
da vida, mas antes e depois
(dentro)
pois apesar das penas e seus galos
mortos, Anarda é ave, vôo
dentro do tinteiro.

Parabéns pela obra, poeta Rubens Jardim!


Publicado por Rubens Jardim em 31/01/2018 às 20h44
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31/01/2018 14h56
LINDOLF BELL -50 ANOS DE CATEQUESE POÉTICA

O livro é um registro histórico da Catequese Poética, movimento criado pelo poeta catarinense Lindolf Bell, em São Paulo, logo depois do golpe militar de 1964. Era lema do movimemnto: o lugar do poeta é onde possa inquietar; o lugar do poema são todos os lugares. Nove participantes do movimento estão no livro: Lindolf Bell, Erico Max Muller, Carlos Vogt, Jaa Torrano, Iosito Aguiar, Iracy Gentili, Nilza Barude, Luiz Carlos Mattos e Rubens Jardim. Além desses integrantes da Catequese Poética, o livro traz depoimentos de Affonso Romano de Sant'Anna, Renata Pallottini, Eunice Arruda, Álvaro Alves de Faria, Carlos Felipe Moisés, Antonio Lázaro de Almeida Prado e outros.

Quem estiver interessado em adquirir esse trabalho é só escrever para o meu e-mail: re.jardim@uol.com.br . O preço do livro:R$30,00 já incluído despesa com correio.


Publicado por Rubens Jardim em 31/01/2018 às 14h56
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25/01/2018 01h29
AS LEIS NÃO BASTAM. OS LÍRIOS NÃO NASCEM DA LEI (Drummond)

Em nenhum momento esperei algo diferente desse julgamento do Lula. Aliás, nunca esperei nada diferente do poder judiciário. As pessoas que estão lá, quase todas oriundas da classe média branca, nunca simpatizaram com as classes populares.E isso não é de agora. Tem toda a história da escravidão, dos excluídos sociais e desse papo furado da meritocracia --e de preconceito. Mas a classe média é, como disse o Jessé Souza, o capataz da elite do dinheiro. E no caso desse julgamento, tudo estava decidido e armado, desde o golpe que derrubou a Dilma. É um projeto de país que foi desmantelado. E em seu lugar foi colocado isso que está aí: um regime de exceção. Sinto-me inseguro em relação aos meus direitos de cidadão. Algo muito parecido com o sentimento que me habitava após o golpe militar de 64. E pra extravasar minha indignação, releio e divido esses trechos da Ode ao Burguês, do querido Mário de Andrade:
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, 
o burguês-burguês! 
A digestão bem-feita de São Paulo! 
O homem-curva! o homem-nádegas! 
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, 
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
................................................................
Morte à gordura! 
Morte às adiposidades cerebrais! 
Morte ao burguês-mensal! 
..............................................................
Come! Come-te a ti mesmo, oh gelatina pasma! 
Oh! purée de batatas morais! 
..................................................................
Todos para a Central do meu rancor inebriante 
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio! 
Morte ao burguês de giolhos, 
cheirando religião e que não crê em Deus! 
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico! 
Ódio fundamento, sem perdão!


Publicado por Rubens Jardim em 25/01/2018 às 01h29
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