Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
14/04/2018 17h45
O CAPETALISMO AINDA DOMINA O MUNDO

Relendo textos sublinhados em alguns livros, encontrei esta maravilha do Roger Garaudy(1913-2012), pensador francês muito conhecido por suas ideias filosóficas, políticas e sociais. De formação marxista, integrou a resistência francesa contra o nazismo durante a Segunda Guerra Mundial, foi preso, aderiu ao partido comunista no pós-guerra e, mais tarde, abraçou o islamismo e a causa palestina. Foi deputado, por quatro vezes, e senador na França, todas pelo partido comunista francês, sendo expulso do PC, em 1970, por ter criticado a invasão soviética da Checoslováquia.
"O objetivo das artes do movimento e da educação a partir do movimento não é o de habilitar a uma carreira bem sucedida na hierarquia social, ao triunfo numa partida desportiva ou à destruição eficaz de um concorrente, mas o de desenvolver o amor e a aptidão para a criatividade de expressão pessoal. O ato de criação estética, ou seja, a invenção de novas finalidades, a concepção e a realização de novas formas de vida, é o modelo do ato político no sentido mais nobre do termo, ou seja, ato revolucionário de desprendimento das rotinas da ordem estabelecida, de seus "valores" e de suas rígidas hierarquias, esforço para conceber um novo projeto de civilização e os meios de realizá-lo em nome desse critério único: instituir uma economia, um sistema político e uma cultura que criem as condições nas quais cada ser humano possa vir a tornar-se um verdadeiro ser humano, isto é, um criador, um poeta".(extraído do livro Dançar a Vida,1984, Editora Nova Fronteira)


Publicado por Rubens Jardim em 14/04/2018 às 17h45
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13/04/2018 23h57
UMA DAS BELAS VOZES DA POESIA CONTEMPORÂNEA

TANUSSI CARDOSO é carioca, poeta, letrista, crítico literário, jornalista, advogado, e Irmão da escritora e poeta Carmen Moreno. Formado em Jornalismo pela PUC-Rio, e em Língua Inglesa pelo British Brazilian Course do Rio de Janeiro. Em 1975 participou da "Abertura poética - 1ª antologia de novos poetas do Rio de Janeiro", organizada por Walmir Ayala e César de Araújo. Já publicou mais de 10 livros e tem poemas publicados na Argentina, Colômbia, EUA, Itália, Portugal e Uruguai, e traduzidos para o francês, espanhol, castelhano e italiano.Sua obra tem sido avaliada positivamente por grandes críticos, escritores e poetas brasileiros, como Anderson Braga Hiorta, Antonio Carlos Secchin, Assis Brasil, Carlos Nejar, Fabrício Carpinejar, Fernando Py, Gilberto Mendonça Teles, Luiz Horácio, Moacy Cirne, Neide Archanjo, Olga Savary, Reynaldo Valinho Alvarez, Stella Leonardos, D. Pedro Casaldáliga, entre outros.


Publicado por Rubens Jardim em 13/04/2018 às 23h57
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11/04/2018 18h23
O LUGAR DO POEMA SÃO TODOS OS LUGARES

Estive ontem com o poeta Hamilton Faria , lá na Casa das Rosas. Batemos um bom papo, como sempre, e ele me apresentou ótimas ideias. Divido com vocês apenas uma delas.Entusiasmado, fiz esse cartazete para convocar amigos e poetas para aderir a essa passeata.Ainda não definimos a data. Mas estamos pensando em realizá-la no dia 1º de maio, na avenida Paulista. Devemos fazer uma faixa e cada poeta participante deverá produzir sue próprio banner ou cartaz, com versos próprios ou de autor que preferir. A ideia é circular pela Paulista dizendo versos. Adesões serão bem vindas. Aguardo e agradeço.

O LUGAR DOS POEMAS SÃO TODOS OS LUGARES


Publicado por Rubens Jardim em 11/04/2018 às 18h23
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10/04/2018 13h25
DESABAFO DE UM VELHO JORNALISTA

Tenho 71 anos, nasci na classe média, tive todos os tipos de privilégios--e me envergonho de todos eles. Fui jornalista a vida inteira e convivi com um bando de gente batuta. Na própria editora Abril lembro de jornalistas como Audálio Dantas, Mário de Andrade, Ruy Fernando Barbosa, Milton Coelho. Lahlo Tavres. No jornal Panorama, de Londrina, lembro de Narciso Kalili, Haf, Miltainho, Jaime Leão, Trajano.Na Gazeta Mercantil lembro do Muller, Lachini, Klaus Kleber, Estosteguy, Anthony de Christo e muitos outros.Pois é. todas essas pessoas ainda tinham alguma liberdade--até no modo de escrever.E vivíamos em plena ditadura militar. Nessa época não existiam esses manuais de redação e nem essas textos uniformemente retilíneos. Sei lá pq, os proprietários desses conglomerados de jornalões e revistas permitiam até matérias que não atendessem a seus interesses comerciais e políticos..Lembro que todos eles acolheram jornalistas perseguidos pela ditadura. E alguns até defenderam e protegeram esses jornalistas. Hoje, lamentavelmente, tudo isso é coisa morta. Penso, dentro da pobreza instalada em minha vida, que esse fenômeno deve ser consequência do aparecimento progressivo da neblina que cobre a chamada democracia e o surgimento de gestores mais ligados ao capital internacional do que ao capital cultural e econômico do nosso país. Não há dúvida que essa profissão foi degradada, precarizada.E o resultado mais claro dessa uniformização das palavras e das imagens, pelo menos no meu entendimento, é o que está acontecendo em nosso país: a transformação de uma questão grave e séria que é a política em um um jogo de cartas. Ou em em um jogo de futebol. Mas a sociedade do espetáculo é assim: equaliza violência, bárbárie e miséria. E toda essa conversa mole --e pra mim irritante-- de combate à corrupção, não passa de uma desculpa para a reafirmação de preconceitos sedimentados há muitos e muitos anos. Todas as nossas instituições são geridas e administradas por pessoas privilegiadas.Que tiveram desde a infância um cotidiano razoável, decente. Mas essas pessoas que ocupam posições de destaque no serviço público, em geral, não servem ao público. Ou ao povo. Acham-se superiores e não mostram nem um pouco de sensibilidade aquilo que constitui a realidade brasileira. Quando 82% da renda familiar do nosso povo vai te zero até pouco mais de 3 mil reais, o que é menos do que o abjeto auxílio-moradia, tudo fica muito complicado.E quando prendem um cara como o LULA, sem provas, por uma suposta propriedade de um apto no Guarujá, eu fico indignado e envergonhado. Mas sinto, graças ao último discurso dele antes da prisão, que devo abandonar minhas frescuras pequeno-burguesas, minhas pequenas dificuldades pessoais, meus desapontamentos com amigos e familiares, e prosseguir na caminhada. Sei que sou um poeta menor, sem obra significativa.Mas me empenhei, durante mais de 50 anos, em reaproximar a poesia do povo. E vou continuar nessa batalha lírica, certo de levar adiante a parcela que me cabe na luta contra todas essas e outras injustiças.


Publicado por Rubens Jardim em 10/04/2018 às 13h25
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07/04/2018 20h02
MAIS UMA VEZ, LULA SE SUPEROU

Em seu primeiro discurso público após ter a prisão decretada--e após ter ficado 2 noites e mais de 30 horas no Sindicato que ajudou a construir-- Lula mostrou que é mesmo um combatente e um gênio da raça. E merece ter sido recepcionado, sempre com respeito e admiração, por diversos líderes mundiais.Já estive perto de grandes nomes da política brasileira, em palanques e campanhas políticas, inclusive o carismático Jânio Quadros. Mas nenhum deles consegue chegar aos pés de Lula. Já disse várias vezes, para amigos e familiares, que considero Lula um verdadeiro poeta, sintonizado com essa outra voz (referida por Octavio Paz) que é do outro mundo e é deste mundo, é antiga e é de hoje mesmo ; é sua e é alheia, é de ninguém e é de todos nós. E olha me mexo com esse troço há mais de 50 anos.E embora me ache poeta menor, sinto que sou competente em descobrir bons momentos,bons poemas e bons poetas. Para concluir, devo deixar clara minha posição: ainda acho que poesia não é só a habilidade de lidar com palavras e escrever poemas.É também um modo de viver, é uma atitude diante e dentro da vida. E acho que Lula tem feito isso durante toda a sua trajetória. E confesso que chorei de encantamento e de tristeza com esse discurso de hoje.Minha parceira, Ana Maria Leitão, que tem dificuldades em derramar lágrimas, chorou também --e soluçado. Mas a luta continua.


Publicado por Rubens Jardim em 07/04/2018 às 20h02
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