Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
04/12/2018 22h22
ESTE NÃO É APENAS UM SARAU: É UMA CONVOCATÓRIA

POESIA TAMBÉM É RESISTÊNCIA --. Por isso, o SARAU DA RESISTÊNCIA vai reunir vários poetas e coletivos no lançamento de livro-antologia com os participantes. Vai ter música também.Muita cerveja. Muita gente linda, muita energia e muito amor. Venha festejar com a gente.


Publicado por Rubens Jardim em 04/12/2018 às 22h22
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04/12/2018 22h14
A CASA-GRANDE E A SENZALA AINDA ESTÃO POR AÍ

REINO DA DESIGUALDADE - Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada pelo economista Thomas Piketty mostrou que os milionários brasileiros sobrepujaram os milionários do Oriente Médio. Dados desse trabalho apontam que o 1% mais rico do Brasil detinha 27,8% da renda do país em 2015, enquanto os milionários do Oriente Médio, aparecem com 26,3% da renda da região.
O Brasil também se destaca no recorte dos 10% mais ricos, mas não de forma tão intensa quanto se observa na comparação do 1% mais rico. Os dados mostram o Oriente Médio com 61% da renda nas mãos de seus 10% mais ricos, seguido por Brasil e Índia, ambos com 55%, e a África Subsaariana, com 54%.
A região em que os 10% mais ricos detêm menor fatia da riqueza é a Europa, com 37%


Publicado por Rubens Jardim em 04/12/2018 às 22h14
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04/12/2018 22h03
IMPORTANTE DEPOIMENTO CONTRA O RACISMO.

Após ter virado campeão olímpico, Cassius Marcelus Clay viveu um episódio marcante que impulsionou sua batalha pelos direitos dos negros e igualdade racial. De volta à sua cidade natal,entrou em um restaurante cheio de brancos e pediu um hambúrguer, mas a funcionário se negou a servi-lo. “Sou Cassius Clay, campeão olímpico”, explicou, mas de nada adiantou. A alegria deu lugar à decepção, e o boxeador acabou jogando a sua medalha olímpica no Rio Ohio.

Vale a pena clicar no link abaixo e assistir a essa entrevista.

https://www.youtube.com/watch?v=f2-bYqcY_cI&feature=youtu.be&fbclid=IwAR1s9cap3fBUTPsHbwPLzqYS3V-kRqP3XCLem_yU8d8bplpIUdffal1EdqQ

 


Publicado por Rubens Jardim em 04/12/2018 às 22h03
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01/12/2018 15h41
O BORDÃO SOCRÁTICO CADA VEZ MAIS VERDADEIRO

SÓ SEI QUE NADA SEI – Cada vez mais sinto a abrangência dessa frase na interpretação das coisas do viver. Mês passado já fui surpreendido com o aumento significativo do número de visitas e acessos ao meu site www.rubensjardim.com Houve um salto expressivo embora eu tenha feito pouquíssimas postagens.Agora, em novembro, repete-se o fenômeno. Publiquei apenas 11 textos, alguns relacionados ao trabalho literário de poetas e escritores. Outros enfocando questões lastimáveis do novo governo que, antes mesmo de ser empossado, anda cometendo desatinos e desastres. Pois bem: quando cuidava apaixonadamente da série AS MULHERES POETAS...o máximo de visitantes ficou por volta de 15 mil ao mês. Em outubro, também com poucas publicações, o site recebeu 30 mil visitantes. E agora, em novembro, 42 mil pessoas foram até lá. Agradeço a todos os visitantes, mas insisto com o bordão socrático—só sei que nada sei...


Publicado por Rubens Jardim em 01/12/2018 às 15h41
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01/12/2018 15h33
TODO BOM POEMA ABRE UM ESPAÇO NOVO. E ALI CABEM OS MUNDOS NOVOS E OS MUNDOS SUBMERSOS.

Fiquei muito impressionado com a foto que vi aqui no face da nossa querida e admirada Lygia Fagundes Telles.E isso trouxe de volta os anos finais de minha mãe.O paralelo tem a ver por uma única razão: ambas eram muito bonitas, charmosas e elegantes. E mesmo já em idade avançada, tipo 80 anos, mantiveram esses traços e essas características. Incluo nessa trindade a querida poeta—e amiga—Astrid Cabral . Meu primeiro contato pessoal com ela foi na Bienal Internacional de Poesia de Brasília, em 2008.(na foto Astrid, eu e Rubenio Marcelo ) Ela tinha 72 anos e preservava graça e encanto, além de sua poesia sempre instigante e reveladora. Estivemos juntos mais algumas vezes em São Paulo e mantemos contatos via internet. Semana passada recebi seu último livro, Íntima Fuligem—Caverna e Clareira, com uma dedicatória esclarecedora: “Ao querido amigo Rubens Jardim, na esperança que aprecie este meu livro triste, mas verdadeiro. Com o carinhoso abraço da Astrid, Rio,20/11/2018.” 
Divido com os amigos alguns versos que arrebataram minha alma e me encheram de luz e encantamento. “sepulcro de pétalas/o jardim de ontem; o que tenho a dizer/resta em puro silêncio/no deserto do papel; solitária como nunca/sou órfã de toda amarra; já a solidão do corpo/na dolorosa urgência/de ser em carne e osso/requer o socorro do outro; a dor costura qualquer criatura; aonde foi parar a antiga moça?; perdi a pátria da hora/que me pertencia e avulsa/vivo agora em chão de exílio; oco no âmago do osso; em vão tento abrir/portas e portões trancados/no jardim das fotografias; lá do outro lado/onde se reúnem os ontens?; o tempo é dentro de nós; a órfã cósmica/de um deus escondido; destino é sigilo/ que olho nenhum rasga; são nossas lacunas/que nos preenchem; a rotina te engessou/Viraste estátua de sal/Tudo definido e único; a vida é por um triz; velhice,câmara lenta/da morte que carregamos; goza enfim de folga eterna; a redenção é pensar:/confinada num caixão/terei sorte solidária/Serei também esqueleto; só a esperança incansável/é tua bengala na estrada; do paraíso entre pernas/só resta memória escassa; velhice, morte a longo prazo; Aceita o que desnorteia:/alma de centauro tenho./Sou criatura sereia; Existir é beirar abismos./Qualquer dos caminhos/é ponte sobre o pélago; certos amores não crescem;
Após essa partilha das imagens presentes nesse livro tão verdadeiro, sinto-me obrigado a publicar dois poemas que revelam o meu entendimento do fenômeno poético. Ele não tem nada de hierárquico, é verdadeiramente aberto a qualquer ser humano alfabetizado, e rompe com o encadeamento lógico do início-meio-e-fim. Todo poema é uma viagem ao desconhecido no mar das palavras. Mas chega de lero-lero. Vamos fruir essas maravilhas da Astrid Cabral
ADEUS VERDE
Não tenho mais quintal.
Foi-se o da infância.

Ao alcance de meus braços
Terra,orvalho,sons, insetos
Bichos de pelo, penas, cascos
Árvores de galhos vergados
Mangas, goiabas, jumbos, cajus.

Além da fartura das polpas
Folhas que amáveis me abraçavam
Afastando calor e luz.

Hoje se tenho sobre a mesa
Uma bandeja com frutas
Já me dou por contente.
Minha fome é bem pouca.

Os bichos sumiram todos
E a sombra, sempre presente,
Transborda e me sufoca.

CORPO
Ao corpo tudo faz falta:
Sono, abraço,comida, água.

Corpo requer outro corpo.
Solidão, estorvo e logro.

A alma não se desgasta.
O abstrato Deus lhe basta.


Publicado por Rubens Jardim em 01/12/2018 às 15h33
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