Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
08/05/2010 13h27
OS MEIOS DE DESINFORMAÇÃO DE MASSAS (CHOMSKY)

FALSIFICAM TANTAS INFORMAÇÕES QUE A GENTE ACABA VENDO AS MAIORES MENTIRAS TRAVESTIDAS DE VERDADE
A chamada imprensa livre da Europa e das Américas – essa mesma que mentiu descaradamente ao dizer que existiam armas de destruição em massa no Iraque,ou que insiste em qualificar Fidel Castro de ditador, ignorando a existência de eleições em Cuba: parciais, a cada dois anos e meio, para eleger delegados, e as gerais, a cada cinco anos, para eleger deputados nacionais e integrantes das assembléias provinciais--redobrou sua feroz campanha contra Cuba.
Agora, a bola da vez, foi o fatal desenlace da greve de fome de Orlando Zapata Tamayo, potencializado pela idêntica ação iniciada por outro "dissidente", Guillermo Fariñas Hernández.
Como é bem sabido, Zapata Tamayo foi e continua sendo apresentando pelos meios de desinformação de massas - como adequadamente afirma Noam Chomsky – como "um dissidente político", quando na realidade era um preso comum que foi recrutado pelos inimigos da revolução e utilizado inescrupulosamente como mero instrumento de seus projetos subversivos.
O caso de Fariñas não é igual, mas ainda assim guarda semelhanças e aprofunda uma discussão que é imprescindível conduzir com toda a seriedade. Mas isso fica pra uma outra oportunidade. Por enquanto, coloco essas questões para que os leitores e eleitores reflitam um pouco sobre essa partidarização da chamada imprensa livre. Aliás, para concluir, mais uma preciosidade pouco lembrada e divulgada: cadê o compromisso por escrito, assinado e registrado em cartório, gravado em entrevista ao Boris Casoy que está no YouTube, de que o Serra não ia largar a prefeitura para disputar o governo de São Paulo?
E o que dizer então do caso dos genéricos? A bem da verdade, a chegada dos genéricos deu-se com o decreto-lei 793, de 1993, do então ministro da Saúde, Jamil Haddad, que seguia orientação da OMS. Mas o governo FHC e o ministro José Serra, para surrupiar o mérito alheio, e apagar as digitais de Jamil Haddad e Itamar Franco no programa dos genéricos, revogaram o decreto anterior na íntegra e fizeram uma lei (9.787/99) e decreto (3.181/1999) com muitas concessões ao lobby da indústria farmacêutica, em relação ao decreto anterior de Haddad.
“Já tentei denunciar isso várias vezes na grande imprensa, mas ela faz vista grossa”, revelou o ex-ministro a uma repórter. “É só pegar o decreto 793 de 5 abril de 1993 para descobrir a verdade. Eu baixei-o junto com o presidente Itamar, criando os medicamentos genéricos no Brasil”.

ENFIM, A PALAVRA DO SERRA NÃO VALE UM CENTAVO FURADO. E A CHAMADA IMPRENSA LIVRE-- SÓ É LIVRE MESMO PARA ESPALHAR MENTIRAS.


Publicado por Rubens Jardim em 08/05/2010 às 13h27
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