Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
01/01/2019 16h06
A GRANDEZA DE DARCY E LULA

No topo de minha lista de brasileiros que admiro, dois nomes jamais faltariam: Darcy Ribeiro e Lula! Um, morreu reconhecendo seu "fracasso" nas lutas que empreendeu.... E deixou uma frase que o eterniza: "prefiro estar ao lado dos que comigo fracassaram do que ao lado dos que me venceram..."
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O outro, me deixou uma herança que me comove todos os dias, às vezes choro por essa lembrança: a herança de um sonho!
Com Lula, eu vi, ninguém me mostrou, eu vi.... que a miséria podia ter fim, que os excluídos podiam ser incluídos, em bons empregos, Universidades, mestrados e doutorados aqui e lá fora, eu vi, ninguém me mostrou, QUE TUDO, SEMPRE, NÃO PASSOU DE DAR OU NÃO A ESSES BRASILEIROS, UMA OPORTUNIDADE!
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O fato desse brasileiro não ter tido tempo de concluir sua obra, me é irrelevante! Não se poderia mudar 500 anos de indiferenças e perversidades sociais em oito anos de governo.
Mas Lula "abriu a caixa de Pandora", PROVOU que todas as nossas misérias tinham sim relação única e direta com o modo torpe e injusto com que fomos secularmente governados....
As sementes vingaram, alguns milhões de filhos de pedreiros, empregados domésticos, garçons, hoje estão formados, ou com empregos técnicos onde ao menos têm a chance de um progresso profissional e social.
Temos então, um, que morreu reconhecendo suas derrotas no que tentou, e o outro, preso, sem perspectiva concreta de receber JUSTIÇA por parte do Estado de Exceção que hoje vigora no país, sem perspectiva de ver seu sonho continuado por outras mãos, outras lideranças....
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E eu me ORGULHO, de um e do outro.
Sinto-me REPRESENTADO por ambos.
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Feliz, por não fazer parte espiritual e existencialmente falando, de nossas elites sociais e classes médias perversas, indiferentes, doentes de preconceitos e narcisismo de classe, gente CEGA, incapazes de enxergarem a grandeza de um Darcy, de um Lula.....
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Feliz por não fazer parte da pantomima grotesca que amanhã ocorrerá em Brasília, uma farsa sem igual....
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Feliz por me alinhar ideológica e existencialmente a esses dois grandes seres humanos, esses dois gigantes do nosso país....
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Em 2019, eu sei o que fazer, porque lutar.
É só eu ver na História do Brasil, quem realmente se interessou pelo povo brasileiro. E seguir-lhes os passos.....
.(eduardo ramos)

 


Publicado por Rubens Jardim em 01/01/2019 às 16h06
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30/12/2018 18h22
30 DE DEZEMBRO ERA DATA FESTIVA EM NOSSA FAMÍLIA

Um pedaço de terra que é toda a terra.Um punhado de areia que é toda a areia.Um caminho que se prolonga e conflui conjugando paixões, vigílias, longas conversações e rios de silêncio. É assim que olho essas fotos, sombras quase escondidas na ausência desses guias.Hoje, 30 de dezembro, é data aniversária de casamento de meus pais. Eles já se foram mas as fotos preservam essas celebrações.(bodas de prata, bodas de diamante e nós juntos)


Publicado por Rubens Jardim em 30/12/2018 às 18h22
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30/12/2018 18h15
NOVA TRADUÇÃO DO CÉLEBRE POEMA DE ELIOT: THE WASTE LAND

Mario Sergio Conti escreveu ontem, na Folha Ilustrada, um bom artigo sobre a nova tradução feita por Caetano Galindo do célebre poema de Eliot: The Waste Land. Entre outras questões ele faz referência às inúmeras citações poéticas e filosóficas coladas no poema. Menciona também a "canonização" do poeta com o Nobel e, logo a seguir, relata a primeira edição fac-símile do poema que recebeu as bençãos, intervenções e cortes de Ezra Pound. Segundo o próprio Eliot, o rascunho caótico de A Terra Devastada saiu das mãos de Pound em 1922, reduzido à metade --e em sua forma definitiva. Por fim, mostra que o genial poeta tornou-se popular como autor de um livro que serviu de base para o musical da Brodway, visto por mais de 70 milhões de pessoas em 30 países: Cats. Pois é: Andrew Lloyd Weber, compositor desse musical baseou-se nos versos de um livrinho que Eliot fez para os sobrinhos... (abaixo alguns depoimentos e versos de Eliot )
"Já que falo de Pound, prefiro dizer logo que tenho uma dívida muito grande para com ele. Meus primeiros poemas ( aí incluídos Prufrock e outros publicados mais tarde) ficaram em minha gaveta de 1911 a 1915. E Pound os publicou."

“Tempo haverá, tempo haverá para moldar um rosto com que enfrentar os rostos que encontrares...Tempo para ti e tempo para mim, e tempo ainda para uma centena de indecisões e uma centena de visões e revisões, antes do chá com torradas.”

O que poderia ter sido e o que foi convergem para um só fim, que é sempre presente. Ecoam passos na memória ao longo das galerias que não percorremos em direção à porta que jamais abrimos para o roseiral. Assim ecoam minhas palavras em tua lembrança.”

“Não estás aqui para averiguar, ou te instruíres a ti próprio, ou satisfazer a curiosidade, ou redigir um informe. Aqui estás para te ajoelhares onde eficaz tem sido a oração.”

“Acertemos nossos relógios pelos relógios das praças.”

“Cada frase e cada sentença são um fim e um princípio. Cada poema um epitáfio.”

“Assim expira o mundo não como uma explosão, mas com um suspiro.”


Publicado por Rubens Jardim em 30/12/2018 às 18h15
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30/12/2018 18h09
OUTRO POEMA ESCRITO NA CASA DO MATO, EM COTIA

Divido com os amigos este outro poema, um soneto, escrito aqui na casa do mato, em Cotia, neste conturbado ano de 2018. Herdei essa sala de jantar dos meus pais e ela me acompanha desde a primeira infância.Só me separei dela quando sai de casa pra casar. E por uma série de circunstâncias, recebi ela de volta, de presente dos meus pais. Como diz meu amigo poeta Hamilton Faria , ela me encanta e reencanta.


Publicado por Rubens Jardim em 30/12/2018 às 18h09
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30/12/2018 16h07
POEMA DE GRATIDÃO ÀS ARVORES-SENTINELAS

em silêncio dialogo
com o silêncio
do plátano
da paineira
e do liquidâmbar.

Plantei-os 
também em silêncio
há 20 anos.
Eram frágeis
como uma criança
recém nascida.

Hoje 
enormes
eles me protegem
do voo 
e das asas
da palavra.

(divido com amigos este poeminha nascido aqui na casa do mato,em Cotia, bem pertinho dessas três árvores-sentinelas da minha vida. já faz algum tempo que ele foi escrito,certamente no segundo semestre deste ano. Na foto Ana, minha esposa e eu, na casa do mato)


Publicado por Rubens Jardim em 30/12/2018 às 16h07
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