Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
09/07/2018 01h16
AS PALAVRAS

"Durante muito tempo tomei minha pena por uma espada: agora, conheço nossa impotência". Gosto muito dessa frase de Sartre,registrada no livro As palavras, de 1964.Sempre admirei o seu inabalável ativismo político. Ele nunca ficou alheio ou indiferente as grandes questões sociais da humanidade. Sempre se posicionou e tomou partido. Um homem de ação e de pensamento. Mas essa frase voltou à tona em razão da minha preocupação com manifestações raivosas, aqui e acolá. E elas estão presentes em quase todos nós, infelizmente. Quantos desentendimentos --até amorosos-- são resultantes de uma palavra mal colocada? Pois é. A palavra, dependendo do momento, vira espada, machuca e pode até cortar pescoço!!! Ou seja: a palavra instala uma realidade. Foi refletindo sobre esses troços que me ocorreu este poeminha que divido com os amigos.

A palavra subverte
vertente e nascedouro
ela é a porta e a voz


Publicado por Rubens Jardim em 09/07/2018 às 01h16
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08/07/2018 01h24
SARAU DA PAULISTA

Esses poetas já confirmaram participação: Celso de Alencar, Silvia Maria Ribeiro, Daniel Perroni Ratto, Roza Moncayo, Paulo Cesar de Carvalho, Lenita Estrela de Sá, Hamilton Faria, Luiza Silva Oliveira, Fabiano Fer5nandez Garcez, Karine Kelly Pereira, Carlos Ildefonso, Sandra Regina, Paula Vaaléria Andrade e Adyla Maciel.(nas fotos).


Publicado por Rubens Jardim em 08/07/2018 às 01h24
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08/07/2018 01h16
LEOPOLDO II, DA BÉLGICA, UM DOS REIS MAIS SANGUINÁRIOS

Hitler foi um homem péssimo, mas o rei Leopoldo da Bélgica, que era dono do Congo, talvez tenha sido pior. Suas ações mataram dez milhões de africanos. Levando em conta a pequena população da Bélgica, se comparada à Alemanha, talvez tenha sido uma das piores chacinas per capita da história. 
E ainda há estátuas dele na Bélgica. Imaginam se houvesse monumentos a Hitler na Alemanha? (do professor e ex-ministro da educação de Dilma, Renato Janine Ribeiro)


Publicado por Rubens Jardim em 08/07/2018 às 01h16
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08/07/2018 01h04
ELA ESTÁ NA SÉRIE AS MULHERES POETAS

DORA FERREIRA DA SILVA(1918-2006) -- Todos os que amam verdadeiramente a poesia reservam um espaço especial pra essa mulher poeta.Com uma trajetória de mais de 50 anos dedicados à poesia, três vezes ganhadora do Prêmio Jabuti, autora de livros como Andanças, Talhamar, Retratos de Origem, Poemas da Estrangeira e Hídrias,Dora legou-nos também uma contribuição muito importante na tradução de poetas.Sua tradução das Elegias de Duino, de Rilke,já foi elogiada e aplaudida por grande número de especialistas. Trouxe para nossa língua nomes como Saint-John Perse, Holdeerlin, San Juan de la Cruz--sem falar que foi ela que fez as primeiras traduções para o português da obra do psicólogo suíço Carl Gustav Jung.. Atuou também como editora, fundando a revista Diálogos e, mais adiante, a revista Cavalo Azul, para difusão de poesia.Criou também um Centro de Estudos de Poesia com esse mesmo nome.Segundo vários estudos críticos, Dora possui estilo vigorosamente pessoal, helenizante.Alguns dizem que a sua poesia ronda o tempo todo as fronteiras do sagrado. Pois bem: essas duas dedicatórias, que divido com amigos, possuem esse mesmo caráter: são sagradas para mim. E só não estarei presente amanhã, na Casa das Rosas, por estar fora de São Paulo.Mas presenteio os leitores com este belíssimo poema de Dora.

NASCIMENTO DO POEMA
É preciso que venha de longe
do vento mais antigo
ou da morte
é preciso que venha impreciso
inesperado como a rosa
ou como o riso
o poema inecessário.

É preciso que ferido de amor
entre pombos
ou nas mansas colinas
que o ódio afaga
ele venha
sob o látego da insônia
morto e preservado.

E então desperta
para o rito da forma
lúcida
tranqüila:
senhor do duplo reino
coroado
de sóis e luas.


Publicado por Rubens Jardim em 08/07/2018 às 01h04
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03/07/2018 00h10
TENHO RECEBIDO MUITOS PRÊMIOS...

Nunca fui premiado pois não participo de concursos. Não gosto e não sou competitivo.Mas tenho recebido muitos prêmios. Este é um deles vindo da poeta e escritora Beatriz Helena Ramos Amaral.

Este maravilhoso projeto de Rubens Jardim é um grande e especial presente deste poeta tão generoso com a arte, a poesia, a cultura e a literatura - para nós. Um presente para nós, poetas mulheres brasileiras. Um presente para leitores, professores e pesquisadores. E, sem dúvida, para a própria Poesia. É uma honra fazer parte. Rubens merece todos os aplausos, pois, mantendo ativa sua vibrante produção individual, também organiza e coordena muitos projetos sempre voltados à divulgação da literatura, ao congraçamento, ao encontro e aos diálogos. Parabéns, Rubens, por fertilizar de arte o nosso cotidiano e o nosso universo.


Publicado por Rubens Jardim em 03/07/2018 às 00h10
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