Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
22/05/2018 11h59
O JORNALISTA E POETA WANDERLEY DINIZ INTERPRETA A PASSEATA

A POESIA ESTÁ NA RUA!

Wanderley Diniz*

Não teve camisas amarelas e muito menos aquele casal burguês acompanhando a babá que empurrava o carrinho do filhote, como na antiga gravura de Debret. Não teve patos e, muito menos, convocação ou cobertura maciça da televisão e dos jornalões. No entanto, faz tempo que a avenida Paulista e adjacências não viam manifestação assim.

Coloridos, de mãos dadas ou não, lá estavam os poetas e os que creem que a Poesia é essencial. Hoje, mais do que nunca, pois vivemos o "tempo dos partidos, dos homens partidos". Não disseram versos, mas os empunharam como bandeiras e estandartes, afirmativos da crença na vida futura, que o poeta Drummond afirmou com todas as letras que haverá de ser criada.

Exilado nesta Brasília tão linda e tão mal falada, não pude estar lá com os meus irmãos de fé, amigos e camaradas. Fisicamente, pelo menos, pois o coração e a alma lá estavam, de pé e à ordem. Como estiveram no Viaduto do Chá, lá se vão mais de cinquent'anos!

Como não me lembrar daqueles tempos, como agora heroicos? Se naquele então a ditadura era uma realidade que contestávamos com a arma do nosso canto, hoje, embora sem quepes, fardas ou armas, ela também é presença que muitos teimam em não ver. Talvez porque sutil, com as armas da manipulação midiática, mais terrível que os canhões, pois conquistam e ocupam corações e mentes.

Por mais que tente, não consigo extravasar em sua totalidade a emoção que sinto ao ver as fotos que nos foram negadas pela mídia, mas que estão disponíveis nas páginas dos que lá estiveram.

Ou seja: estão na rede. E, se na rede estão, se nela caíram, são peixes. Como aqueles que os primeiros cristãos utilizavam entre si, comunicando a todos que a verdade estava no subterrâneo, nas catacumbas. Como se dissessem que, para nascer é preciso voltar à escuridão do grande útero, a Mãe Terra.

Como não me emocionar ao ver a foto do poeta Álvaro Alves de Faria - com quem ando estremecido sei lá por qual razão -, o primeiro amigo que fiz em São Paulo, quando findavam os anos cinquenta? Como não reconhecer e tributar-lhe as homenagens do discípulo ao guia que ele, para mim, sempre foi? E lá está o Poeta, empunhando a verdade que é dele e é nossa: "A Poesia me feriu a vida inteira, mas também me fez viver"

Pior aconteceu comigo, que por ela fui ferido de morte, mas sem ela não vivo.

Como não recordar e verter lágrimas pelos que lá estiveram apenas em espírito e que, lá como aqui, dizem presente por minha palavra: Eunice, Eduardo, Clarice, Bell e todos outros que não nomino, mas que partiram para poetar nos Elísios?

Ao Rubinho e ao Hamilton, pais da iniciativa, digo apenas:

- Obrigado, amigos! Valeu!

* Wanderley Diniz é poeta e jornalista aposentado. Nos anos 60 participou ativamente de leituras públicas de poesia em São Paulo.


Publicado por Rubens Jardim em 22/05/2018 às 11h59
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20/05/2018 22h38
A PASSEATA POÉTICA


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17/05/2018 01h55
PASSEATA POÉTICA MULTIPLICA-SE PELO BRASIL

A Passeata Poética está conquistando adesões em outros Estados brasileiros--e serão simultâneas. Todas serão realizadas no próximo domingo, dia 20, a partir das 15 horas. Em Porto Alegre, ela sairá do Monumento ao Expedicionário (Arco do Triunfo). Em Campo Grande,da Prefeitura Municipal, Rua Afonso Pena, 3297.
E em SÃO PAULO - Av. Paulista esquina com Peixoto Gomide (defronte ao prédio da Justiça Federal). Convido e convoco poetas e amantes de poesia a comparecer e prestigiar essa manifestação em favor da poesia, da paz, do encantamento e do reencantamento da vida.


Publicado por Rubens Jardim em 17/05/2018 às 01h55
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10/05/2018 00h19
ESSE LIVRO TAMBÉM ESTÁ NA BIBLIOTECA DO CONGRESSO E NA BIBLIOTECA DE NOVA IORQUE

MAIS NOTÍCIA BOA -- E tudo numa quarta-feira, dia de meu santo, Xangô. E quem me informa é o poeta, jornalista e crítico Nei Duclós. Eis a notícia que me alegrou demais: o livrinho JORGE,80 ANOS, em homenagem ao poeta Jorge de Lima, também está lá na Biblioteca do Congresso Americano.E logo depois o Nei informa que esse livro também está na Biblioteca Pública de Nova Iorque. E eu nunca soube disso e nem suspeitei. Kaô Cabiesilê!


Publicado por Rubens Jardim em 10/05/2018 às 00h19
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10/05/2018 00h12
FIZ ESSE LIVRO E ELE VAI PARA A BIBLIOTECA DO CONGRESSO DOS EUA

NOTÍCIA BOA TAMBÉM EXISTE -- E quem transmitiu ela pra todos nós foi o editor imbatível, Eduardo Lacerda. Aquele mesmo que considero tão ou mais importante do que o Massao Ohno. Após 7 anos batalhando e abrindo portas para novos poetas e novos escritores, ele confessa que é muito difícil e complicado vender livros para as bibliotecas brasileiras. Em compensação, ocorre o inverso em relação as bibliotecas americanas. Desta vez, a biblioteca do congresso americano fez um pedido de vários livros. Entre eles, Lindolf Bell-50 Anos de Catequese Poética. Abaixo a relação dos livros solicitados:

29 de abril : o verso da violência / Orgs. Domenico A. Cairo, Mar Becker. (doação)

João e Maria : dúplice coroa de sonetos fúnebres / Leonardo Antunes.

Pig brother / Ademir Assunção.

Lindolf Bell : 50 anos de catequese poética e depoimentos.

Eles não moram mais aqui / Ronaldo Cagiano.

Petit-fours na Cracolândia, de Marina Bueno Cardoso

Tróiades : remix para o próximo milênio / Guilherme Gontijo Flores. (não entregue)

A comédia de Alissia Bloom / Manoel Herzog.

Sonetos de amor em branco e preto / Manoel Herzog.

Na escuridão não existe cor-de-rosa / Cinthia Kriemler.

Todos os abismos convidam para um mergulho / Cinthia Kriemler.

Brechó, meia-noite e fantasia / Sacolinha.

Nossa Teresa : vida e morte de uma santa suicida / Micheliny Verunschk.

Falso trajeto / Fábio Weintraub.


Publicado por Rubens Jardim em 10/05/2018 às 00h12
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