Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
12/05/2020 15h06
JAMAIS ESPEREI TER POEMAS PUBLICADOS NESSA REVISTA

NAS MINHAS BAGUNÇAS-- Confesso que fiquei me "achando" quando conquistei o espaço de duas páginas nessa revista.Só pra vocês terem uma ideia: o editor era o Carlos Vogt (foi reitor da Unicamp, presidente da FAPESP, vice-presidente da SBPC e secretário de ensino supérior do estado de são paulo)  e o consultor para literatura era o Álcir Pécora(crítico literário, professor e diretor do Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP). Mais ainda: essa revista, muito bem conceituada no meio científico e cultural, nasce um ano depois de criada a SBPC , Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em 1948.--e até hoje é vinculada a essa instituição.Diga-se de passagem que a SBPC é uma instituição que sempre defendeu a democracia, a ciência e as liberdades.  Divido com amigos a alegria desse reencontro e os dois sonetos publicados.


Publicado por Rubens Jardim em 12/05/2020 às 15h06
 
10/05/2020 16h53
AI QUE SAUDFADES DOS MEUS FILHOTES

Essas duas queridezas já estão na casa dos trinta e tantos...e eu sem vê-los e sem abraçá-los durante mais de 40 dias...haja saudade e saúde para suportar esse sacrifício em nome de um amor maior, mais inclusivo e mais responsável...Amo vocês na fuligem e na vertigem.No escapamento dos carros.No rosto dos sapateiros e nos pés dos engraxates.Amo vocês nos conflitos e nos cofrontos. Amo vocês nos becos e nas avenidas. Amo vocês aos trncos e barrancos.


Publicado por Rubens Jardim em 10/05/2020 às 16h53
 
05/05/2020 09h30
A AINDA POUCO LIDA POESIA DE JORGE DE LIMA

Um fenômeno curioso cerca o nome e a obra do poeta alagoano: enquanto a fortuna crítica avolumou-se e cresceu, a sua altíssima poesia continua esquecida e meio confinada em edições quase clandestinas.(O isolamento social, recomendado pela OMS, e que eu sigo fielmente, propicia esses achados--essa carta enviada a jornais e revistas é de 1993!!!)


Publicado por Rubens Jardim em 05/05/2020 às 09h30
 
29/04/2020 15h05
CONVERSA COM A EDUCAÇÃO PELA PEDRA, DO JOÃO CABRAL

O SER URBANO FALANDO

A fala a nível do ser urbano, engana:
as palavras dele vêm,como ulceradas
(palavras de efeito, mobília), na sintaxe
de uma expressão indecisa, de almofadada.
Enquanto que sob ela, madura e apodrece
o arcabouço do sonho, a pessoa projeto,
perspectiva inglória do ser urbano,
incapaz de afirmar suas paixões.

Daí porque o ser urbano fala muito:
as palavras sem paixão adulteram a boca
e no idioma cidade não se fala o essencial;
nesse idioma o usual é a ausência do singular.
Daí também porque ele fala depressa:
tem de cortar as palavras de suas raízes,
aliená-las de sua vida, reconfeitá-las;
e esse trabalho não deve tomar seu tempo.

(Escrevi este poema em homenagem ao poeta João Cabral de Melo Neto já faz muito tempo.Minha intenção foi apropriar-me de sua linguagem e dos seus ritmos. Mais precisamente: estabelecer um contraponto ao poema O Sertanejo Falando, publicado no livro Educação Pela Pedra, Editora do Autor, 1966).

 

 

 


Publicado por Rubens Jardim em 29/04/2020 às 15h05
 
29/04/2020 14h45
TERCEIRO LIVRO CHEGOU NAS BANCAS DE JORNAIS E REVISTAS

TERCEIRO LIVRO, ESPELHO RISCADO, (1978) – Após 12 anos da publicação de Ultimatum, o poeta Luiz Carlos Mattos manifesta interesse em dar prosseguimento a mais uma tentativa de reaproximação da poesia com o povo. Desta vez trata-se de chegar às bancas de jornais e revistas com os cadernos de poesia, uma proposta de trabalho iniciada com Lapidário Geral, poemas de Luiz Carlos Mattos. Lançamento de Espelho Riscado, em papel jornal, foi realizado na sede da UBE de São Paulo e teve boa cobertura da mídia. Até TV esteve por lá entrevistando a gente. Jornais também abriram espaço e reproduziram até a capa--e com destaque. Algo absolutamente impossível de acontecer hoje em dia. Impossível, também, de acontecer hoje em dia, é receber uma mensagem como a que reproduzo abaixo de um dos maiores poetas da nossa língua: “Poeta Rubens Jardim: deixo de responder à sua carta-desencanto porque a melhor resposta lhe foi dada por você mesmo, em Espelho Riscado, cadernos de poesia-2.A poesia é exatamente o projeto de solução que encontramos para os desencontros e absurdos do mundo. E você dá bravamente o recado, em seus versos. Portanto, é seguir em frente, com as armas da lucidez e da esperança.” Carlos Drummond de Andrade (1979). É nois de novo invadindo o baú de nois mesmos!!!


Publicado por Rubens Jardim em 29/04/2020 às 14h45



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