Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
30/12/2018 18h15
NOVA TRADUÇÃO DO CÉLEBRE POEMA DE ELIOT: THE WASTE LAND

Mario Sergio Conti escreveu ontem, na Folha Ilustrada, um bom artigo sobre a nova tradução feita por Caetano Galindo do célebre poema de Eliot: The Waste Land. Entre outras questões ele faz referência às inúmeras citações poéticas e filosóficas coladas no poema. Menciona também a "canonização" do poeta com o Nobel e, logo a seguir, relata a primeira edição fac-símile do poema que recebeu as bençãos, intervenções e cortes de Ezra Pound. Segundo o próprio Eliot, o rascunho caótico de A Terra Devastada saiu das mãos de Pound em 1922, reduzido à metade --e em sua forma definitiva. Por fim, mostra que o genial poeta tornou-se popular como autor de um livro que serviu de base para o musical da Brodway, visto por mais de 70 milhões de pessoas em 30 países: Cats. Pois é: Andrew Lloyd Weber, compositor desse musical baseou-se nos versos de um livrinho que Eliot fez para os sobrinhos... (abaixo alguns depoimentos e versos de Eliot )
"Já que falo de Pound, prefiro dizer logo que tenho uma dívida muito grande para com ele. Meus primeiros poemas ( aí incluídos Prufrock e outros publicados mais tarde) ficaram em minha gaveta de 1911 a 1915. E Pound os publicou."

“Tempo haverá, tempo haverá para moldar um rosto com que enfrentar os rostos que encontrares...Tempo para ti e tempo para mim, e tempo ainda para uma centena de indecisões e uma centena de visões e revisões, antes do chá com torradas.”

O que poderia ter sido e o que foi convergem para um só fim, que é sempre presente. Ecoam passos na memória ao longo das galerias que não percorremos em direção à porta que jamais abrimos para o roseiral. Assim ecoam minhas palavras em tua lembrança.”

“Não estás aqui para averiguar, ou te instruíres a ti próprio, ou satisfazer a curiosidade, ou redigir um informe. Aqui estás para te ajoelhares onde eficaz tem sido a oração.”

“Acertemos nossos relógios pelos relógios das praças.”

“Cada frase e cada sentença são um fim e um princípio. Cada poema um epitáfio.”

“Assim expira o mundo não como uma explosão, mas com um suspiro.”


Publicado por Rubens Jardim em 30/12/2018 às 18h15

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