Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
22/03/2019 21h52
OS CINCO MAIORES ARREPENDIMENTOS NO FIM DA VIDA

Um deles é não ter demonstrado afeto. Passamos a vida construindo muros ao redor do coração da gente pra ninguém perceber o que a gente está sentindo.

Ana Claudia Quintana Arantes é uma médica especializada em ajudar pacientes terminais a “aprender” a morrer. Nesta entrevista, ela fala sobre o desafio de se lidar com algo tão natural, porém, perturbador, como a própria morte.

A especialista relembra os cinco maiores arrependimentos das pessoas antes de morrer. A lista faz parte do livro ‘Antes de partir: uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte’, da enfermeira australiana Brownie Ware. “Um deles é não ter demonstrado afeto. Passamos a vida construindo muros ao redor do coração da gente pra ninguém perceber o que a gente está sentindo”, diz Ana. “A outra coisa é (se arrepender) de ter trabalhado tanto. O último que é colocado é: ‘Eu devia ter me feito mais feliz’, que pra mim resume todos os outros”.

Os outros arrependimentos citados pela enfermeira australiana são ter vivido a vida que se desejava e ter estado mais perto dos amigos.

A pedido do Hospital Albert Einstein, a médica Ana Cláudia Arantes, geriatra e também especialista em cuidados paliativos, analisou a publicação e falou sobre cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira australiana.

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse.
“Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos, e muita gente tem de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomou, ou não tomou. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais.”

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto. 
“Eu ouvi isso de todos os pacientes homens com quem trabalhei. Eles sentiam falta de ter aproveitado mais a juventude dos filhos e a companhia de suas parceiras. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.”

3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos. 
“Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, acomodaram-se em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem realmente eram capazes de ser. Muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam.”

4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos. 

“Frequentemente, os pacientes não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até chegarem em suas últimas semanas de vida, e nem sempre era possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos e tiveram muitos arrependimentos profundos por não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo.”

5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz. 
“Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida – que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso ‘conforto’ das coisas familiares e o medo da mudança fizeram com que eles fingissem para os outros e para si mesmos que estavam contentes quando, no fundo, ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.”


Publicado por Rubens Jardim em 22/03/2019 às 21h52
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20/03/2019 17h07
A MORTE DE HERZOG DETONA O INÍCIO DA ABERTURA

REGISTRO HISTÓRICO - As únicas fotos do velório e do enterro do jornalista Wladimir Herzog foram feitas por Elvira Alegre, uma jovem que estava iniciando na profissão e era mulher de Hamilton Almeida Filho, o festejado jornalista HAF. Essas fotos, feitas em 1975, comprovam que a morte de Herzog não foi por suicídio, como alegava a polícia na época. E por uma razão muito simples:os judeus que se suicidam são velados e enterrados em um local diferente dos que morrem por qualquer outra causa, e isso não ocorreu com o corpo de Vlado.(Na primeira foto, Audálio Dantas, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, responsável por um grande movimento que acabou minando a ditadura).


Publicado por Rubens Jardim em 20/03/2019 às 17h07
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20/03/2019 17h02
BELÍSSIMO POEMA DE AUDEN

FUNERAL BLUES

Parem todos os relógios, desliguem o telefone, 
Evitem o latido do cão com um osso suculento, 
Silenciem os pianos e com tambores lentos 
Tragam o caixão, deixem que o luto chore.

Deixem que os aviões voem em círculos altos 
Riscando no céu a mensagem: Ele Está Morto, 
Ponham gravatas beges no pescoço dos pombos brancos do chão, 
Deixem que os polícias de trânsito usem luvas pretas de algodão.

Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Leste e Oeste, 
A minha semana útil e o meu domingo inerte, 
O meu meio-dia, a minha meia-noite, a minha canção, a minha fala, 
Achei que o amor fosse para sempre: Eu estava errado.

As estrelas não são necessárias: retirem cada uma delas; 
Empacotem a lua e façam o sol desmanchar; 
Esvaziem o oceano e varram as florestas; 
Pois nada no momento pode algum bem causar.

Esse poema foi escrito por W. H. Auden(1907-1973),poeta britânico, em 1936, e ganhou popularidade internacional no filme Quatro casamentos e um funeral, numa cena em que o personagem Matthew homenageia seu companheiro morto.


Publicado por Rubens Jardim em 20/03/2019 às 17h02
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20/03/2019 16h57
AS MULHERES DA BIBLIOTECA MARIO DE ANDRADE

AS MULHERES DA BIBLIOTECA--Os amigos sabem do meu empenho em trazer à luz o papel das mulheres. Particularmente das mulheres poetas.Dediquei 6 anos pesquisando nessa área e fiz, ano passado, 3 e-books que são uma história da poesia feminina no Brasil. Desta vez, destaco o protagonismo das mulheres que fazem a biblioteca Mario de Andrade funcionar, seja nos bastidores ou na linha de frente. Essas mulheres indicam suas leituras favoritas escritas por uma mulher.

Lívia Leoni, da Seção Circulante, indica "Assim na terra como embaixo da terra", de Ana Paula Maia 
Ana Virginia, da Coleção Geral, indica "Carolina Maria de Jesus: o estranho diário da escritora vira lata", de Germana Henriques Pereira Sousa
Lara Barbosa, da Seção Circulante, indica "Baladas", de Hilda Hilst
Cintia Vizeu, da Seção Circulante, indica "As filhas da princesa", de Jean P. Sasson
Marina Haussauer, da Seção Circulante, indica "O conto da Aia", de Margaret Atwood
Luise Souza, da Seção Circulante, indica "A hora da estrela", de Clarice Lispector
Alinne Mussolin, da Hemeroteca, indica "Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban", de J. K. Rowling


Publicado por Rubens Jardim em 20/03/2019 às 16h57
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20/03/2019 16h48
O GRANDE JOÃO ANTONIO NA BIBLIOTECA

Convivi com o João Antonio em 1975 qdo um grupo de jornalistas, vindos do Rio e São Paulo, participaram da criação do jornal Panorama que circulou em Londrina. Era um time de craques. Estavam lá: Narciso Kalili, Hamilton de Almeida Filho, Miltainho, Mário de Andrade, Rui Fernando Barboza, José Trajano, Ricardo Gontijo, Jaime Leão e outros.

Nesse sábado, dia 23/3, programação especial na biblioteca:

"João Antônio - Na vida e na literatura."⠀

Um dia de homenagens ao jornalista e escritor brasileiro, autor de livros como Malagueta, Perus e Bacanaço, Leão-de-Chácara, entre outros.⠀⠀⠀⠀
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Os eventos são todos gratuitos e abordarão a vida e obra de João Antônio.


Publicado por Rubens Jardim em 20/03/2019 às 16h48
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