Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
04/12/2018 22h03
IMPORTANTE DEPOIMENTO CONTRA O RACISMO.

Após ter virado campeão olímpico, Cassius Marcelus Clay viveu um episódio marcante que impulsionou sua batalha pelos direitos dos negros e igualdade racial. De volta à sua cidade natal,entrou em um restaurante cheio de brancos e pediu um hambúrguer, mas a funcionário se negou a servi-lo. “Sou Cassius Clay, campeão olímpico”, explicou, mas de nada adiantou. A alegria deu lugar à decepção, e o boxeador acabou jogando a sua medalha olímpica no Rio Ohio.

Vale a pena clicar no link abaixo e assistir a essa entrevista.

https://www.youtube.com/watch?v=f2-bYqcY_cI&feature=youtu.be&fbclid=IwAR1s9cap3fBUTPsHbwPLzqYS3V-kRqP3XCLem_yU8d8bplpIUdffal1EdqQ

 


Publicado por Rubens Jardim em 04/12/2018 às 22h03
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
01/12/2018 15h41
O BORDÃO SOCRÁTICO CADA VEZ MAIS VERDADEIRO

SÓ SEI QUE NADA SEI – Cada vez mais sinto a abrangência dessa frase na interpretação das coisas do viver. Mês passado já fui surpreendido com o aumento significativo do número de visitas e acessos ao meu site www.rubensjardim.com Houve um salto expressivo embora eu tenha feito pouquíssimas postagens.Agora, em novembro, repete-se o fenômeno. Publiquei apenas 11 textos, alguns relacionados ao trabalho literário de poetas e escritores. Outros enfocando questões lastimáveis do novo governo que, antes mesmo de ser empossado, anda cometendo desatinos e desastres. Pois bem: quando cuidava apaixonadamente da série AS MULHERES POETAS...o máximo de visitantes ficou por volta de 15 mil ao mês. Em outubro, também com poucas publicações, o site recebeu 30 mil visitantes. E agora, em novembro, 42 mil pessoas foram até lá. Agradeço a todos os visitantes, mas insisto com o bordão socrático—só sei que nada sei...


Publicado por Rubens Jardim em 01/12/2018 às 15h41
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
01/12/2018 15h33
TODO BOM POEMA ABRE UM ESPAÇO NOVO. E ALI CABEM OS MUNDOS NOVOS E OS MUNDOS SUBMERSOS.

Fiquei muito impressionado com a foto que vi aqui no face da nossa querida e admirada Lygia Fagundes Telles.E isso trouxe de volta os anos finais de minha mãe.O paralelo tem a ver por uma única razão: ambas eram muito bonitas, charmosas e elegantes. E mesmo já em idade avançada, tipo 80 anos, mantiveram esses traços e essas características. Incluo nessa trindade a querida poeta—e amiga—Astrid Cabral . Meu primeiro contato pessoal com ela foi na Bienal Internacional de Poesia de Brasília, em 2008.(na foto Astrid, eu e Rubenio Marcelo ) Ela tinha 72 anos e preservava graça e encanto, além de sua poesia sempre instigante e reveladora. Estivemos juntos mais algumas vezes em São Paulo e mantemos contatos via internet. Semana passada recebi seu último livro, Íntima Fuligem—Caverna e Clareira, com uma dedicatória esclarecedora: “Ao querido amigo Rubens Jardim, na esperança que aprecie este meu livro triste, mas verdadeiro. Com o carinhoso abraço da Astrid, Rio,20/11/2018.” 
Divido com os amigos alguns versos que arrebataram minha alma e me encheram de luz e encantamento. “sepulcro de pétalas/o jardim de ontem; o que tenho a dizer/resta em puro silêncio/no deserto do papel; solitária como nunca/sou órfã de toda amarra; já a solidão do corpo/na dolorosa urgência/de ser em carne e osso/requer o socorro do outro; a dor costura qualquer criatura; aonde foi parar a antiga moça?; perdi a pátria da hora/que me pertencia e avulsa/vivo agora em chão de exílio; oco no âmago do osso; em vão tento abrir/portas e portões trancados/no jardim das fotografias; lá do outro lado/onde se reúnem os ontens?; o tempo é dentro de nós; a órfã cósmica/de um deus escondido; destino é sigilo/ que olho nenhum rasga; são nossas lacunas/que nos preenchem; a rotina te engessou/Viraste estátua de sal/Tudo definido e único; a vida é por um triz; velhice,câmara lenta/da morte que carregamos; goza enfim de folga eterna; a redenção é pensar:/confinada num caixão/terei sorte solidária/Serei também esqueleto; só a esperança incansável/é tua bengala na estrada; do paraíso entre pernas/só resta memória escassa; velhice, morte a longo prazo; Aceita o que desnorteia:/alma de centauro tenho./Sou criatura sereia; Existir é beirar abismos./Qualquer dos caminhos/é ponte sobre o pélago; certos amores não crescem;
Após essa partilha das imagens presentes nesse livro tão verdadeiro, sinto-me obrigado a publicar dois poemas que revelam o meu entendimento do fenômeno poético. Ele não tem nada de hierárquico, é verdadeiramente aberto a qualquer ser humano alfabetizado, e rompe com o encadeamento lógico do início-meio-e-fim. Todo poema é uma viagem ao desconhecido no mar das palavras. Mas chega de lero-lero. Vamos fruir essas maravilhas da Astrid Cabral
ADEUS VERDE
Não tenho mais quintal.
Foi-se o da infância.

Ao alcance de meus braços
Terra,orvalho,sons, insetos
Bichos de pelo, penas, cascos
Árvores de galhos vergados
Mangas, goiabas, jumbos, cajus.

Além da fartura das polpas
Folhas que amáveis me abraçavam
Afastando calor e luz.

Hoje se tenho sobre a mesa
Uma bandeja com frutas
Já me dou por contente.
Minha fome é bem pouca.

Os bichos sumiram todos
E a sombra, sempre presente,
Transborda e me sufoca.

CORPO
Ao corpo tudo faz falta:
Sono, abraço,comida, água.

Corpo requer outro corpo.
Solidão, estorvo e logro.

A alma não se desgasta.
O abstrato Deus lhe basta.


Publicado por Rubens Jardim em 01/12/2018 às 15h33
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
28/11/2018 16h19
Um poeta amigo, Péricles Prade, já disse que a poesia é a verdadeira pedra filosofal, o ouro supremo da palavra, a quint

 Cesar Augusto de Carvalho, meu parceiro no Sarau Gente de Palavra Paulistano  "psicografou" todas as minhas emoções da noite poética de ontem, em homenagem ao poeta e ator Claudio Laureatti.

UMA NOITE MÁGICA -- Saraus poéticos são sempre alegres. Nunca participei de nenhum onde imperasse melancolias ou tristezas. Mas, ontem à noite, no Gente de Palavra, sarau abrigado pela casa da poesia, a Livraria Patuscada, do querido amigo Eduardo Lacerda, aconteceram coisas impossíveis de serem descritas.
Desde o início, eram mais de 8:30h, um amigo do Claudio Laureatti, o poeta homenageado, enredou-nos na sonoridade de sua harmônica cantando Luiz Gonzaga. Depois, aberto oficialmente o evento, com a introdução de Rubens Jardim, me diverti à beça com os poetas convidados e seus depoimentos e leituras. Laureatti, por sua vez, não deixava por menos, animador cultural que é, interferia ora com sua voz, ora com a movimentação de seu corpo, deixando-nos com um enorme sorriso na boca.
Confesso, apresentar cada um dos poetas com meu jeito seco e direto, foi uma diversão.
Terminado o sarau, caminhando pelas ruas da Vila Madalena, de volta para casa, lembrei-me da inutilidade da poesia proclamada por LeminskI. Ele tem razão, a inutilidade serve para gerar o que de melhor se pode fazer neste mundo maluco: celebrar a vida.
Meu muito obrigado ao Laureatti por proporcionar esta festa, ao Rubens Jardim por enredar-me nas línguas desta Gente de Palavra e, claro, meu muitíssimo obrigado aos poetas que nos prestigiaram com sua voz e simpatia.

o poema é inútil
não cheira, nem fede
soa (*).

(*) do livro Curto-circuito, a ser editado em breve.


Publicado por Rubens Jardim em 28/11/2018 às 16h19
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
26/11/2018 10h19
MÉDICA CUBANA CONTESTA AFIRMAÇÕES DE BOLSONARO

A médica Esther Carina Abeledo, é da segunda turma de cubanos do Mais Médicos. Junto com outros 2 mil médicos do país, passou por uma bateria de testes de português, cultura brasileira e de conhecimentos médicos em Havana, Brasília e Florianópolis, até assumir o posto em Içara, interior de Santa Catarina, em maio de 2014.
“Muitas pessoas fazem confusão sobre a nossa situação. Eu saí de Cuba sabendo quanto iria ganhar no Brasil. Quem assina esse contrato não vem pelo dinheiro, mas para uma missão médica, para atender uma população que precisa de tratamento adequado. Viajamos, conhecemos outras culturas e ainda temos a oportunidade de ajudar essas pessoas. Nenhum cubano é enganado ou explorado. Em Cuba, há um regime social, não há escravos. Isso é ofensa para nós, a escravidão já acabou há muito tempo”, 
Com 30 anos de experiência, a médica está na quarta missão e pediu, no começo do ano, renovação do contrato por mais mais três anos. Antes, trabalhou cinco anos em Honduras, depois dois anos na Guatemala e outros cinco anos na Venezuela. Ela esclarece outra polêmica criada por Bolsonaro, que acusou o governo cubano de não permitir que familiares dos médicos venham ao Brasil.
“Me casei em 2017 com um baiano que mora aqui em Içara. Minha filha e meus dois netos vieram de Cuba e moram aqui comigo também. Não existe qualquer impedimento para parentes virem nos visitar ou até mesmo morar no Brasil”, afirma Abeledo, que, por conta da família, agora busca uma forma de permanecer no país.


Publicado por Rubens Jardim em 26/11/2018 às 10h19
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.



Página 7 de 83 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 » [«anterior] [próxima»]

Site do Escritor criado por Recanto das Letras