Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
16/03/2019 19h37
A POESIA NÃO DÁ GRANA. MAS CONCEDE GRATIFICAÇÕES INACREDITÁVEIS

SURPRESA BOA - Em meio a tantas tragédias (Marielle e Anderson, massacre em Suzano, Lula preso sem provas, Queiroz flanando por aí,etc,etc) recebo essa boa notícia. E quem está dizendo isso é Nei Duclós, jornalista, poeta competente e escritor atuante.Só pra dimensionar o significado disso: alguns livros do Nei foram prefaciados por Mario Quintana e Mário Chamie, por exemplo. Fiquei muito feliz por estar, também, em companhia de amigas que admiro muito como a Márcia Maranhão De Conti, a Nydia Bonetti, a Juliana Meira, a Marceli Andresa Becker, a Elke Lubitz e a Marga Cendón. Todas elas fazem parte daquela minha louca e apaixonada empreitada: AS MULHERES POETAS (3 e-books reunindo mais de 400 poetas que podem ser acessados gratuitamente na plataforma ISSUU.E que eu pretendo transformar em livros impressos.) É isso aí.


Publicado por Rubens Jardim em 16/03/2019 às 19h37
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16/03/2019 19h31
A NATURALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA


Publicado por Rubens Jardim em 16/03/2019 às 19h31
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16/03/2019 19h21
ESSAS FOTOS DISPENSAM COMENTÁRIOS. MAS EU TENTO ESCLARECER AINDA MAIS.

ACHO QUE NEM PRECISA DE LEGENDA. UM PRESIDENTE, O LULA, DEU PRIORIDADE À EDUCAÇÃO, À SOLIDARIEDADE, AO AMOR Á ARTE. O OUTRO ADMIRA UM TORTURADOR, ESTIMULA O ÓDIO E A VIOLÊNCIA. E QUER LIBERAR AS ARMAS...


Publicado por Rubens Jardim em 16/03/2019 às 19h21
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16/03/2019 19h18
*MANIFESTO DO MULHERIO DAS LETRAS POR UM PACTO COLETIVO DE DESARMAMENTO**

Neste momento, no Brasil, é difícil quem de nós não se sinta no meio de um tiroteio cerrado.

E sim, não há como negar: temos carregado no peito muita tristeza e muito medo. E no meio de tantas guerras, cada vez mais permanentes, quantos de nós escaparão? O que fazer para sobreviver de pé? E o que acontecerá com os demais?

Como se não bastasse, ainda nos ronda, enlouquecido, todo um discurso pronto que nos incentiva a reagir simplesmente nos armando mais: a nossa vida em sociedade seria então toda feita de olho por olho, dente por dente, fera contra fera. Já há até quem considere razoável recomendar que professores andem armados em suas salas de aula. Como já houve quem chegasse a defender que eventuais adversários fossem sumariamente fuzilados. E como há inclusive mil brincadeiras de matar sendo ensinadas às crianças, desde cedo, assim como há futuros sendo mortos de verdade junto delas.

Nós aqui, no entanto, temos que dizer em alto e bom som: nossa luta se faz é com palavras, e o que elas podem fazer é justamente o contrário disso tudo.

Porque palavra desarma.

Sabemos bem que, quando estamos com crianças, poucas coisas criam tanta conexão e respeito quanto as histórias que contamos e as conversas que podemos ter, em substituição a velhas práticas de pancadas e silenciamentos.

Com jovens, é de novo a palavra que tantas vezes evita tragédias: é conversando que se pode superar mal-entendidos, solidões dolorosas, sufocos sem fim, explosões inarticuladas.

E quando estamos entre adultos, nada poderia nos proteger mais do que uma boa prática argumentativa. É através dela que poderíamos nos ouvir de verdade, aprender uns com os outros, ver nossas crenças confrontadas, arriscar-nos a evoluir. E é ouvindo argumentos bem embasados e debates públicos transparentes que poderíamos de fato reconhecer o que está em jogo a cada embate, a cada escolha, a cada eleição.

Nesse sentido, não temos dúvida de que tudo o que recusa, interrompe ou silencia o debate entre nós é também o que nos empurra para a briga cega e para a fantasia fácil de que é possível resolver tudo na base do tapa, do soco, do tiro.

É também por isso que nós estamos aqui, trabalhando com palavras. Todos os dias.

Porque já tivemos guerras e mortes demais diante das nossas retinas tão fatigadas.

Porque precisamos testemunhar uma vez mais que há outros caminhos para resolvermos nossos conflitos, nossas dores e nossos medos, sem nos transformarmos todos, no fim das contas, em potenciais vítimas ou potenciais assassinos.

Porque palavra desarma – e um Pacto Coletivo de Desarmamento é só o que ainda pode nos salvar do aniquilamento coletivo e nos obrigar a dar, enfim, um belo e articulado passo adiante.

15 de março de 2019
#MulherioDasLetras


Publicado por Rubens Jardim em 16/03/2019 às 19h18
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16/03/2019 19h12
SOU COMPLETAMENTE CONTRÁRIO A ARMA DE FOGO

Sempre fui contra arma de fogo.Ninguém da minha família teve um revolver. Mas todos tinham livros e gostavam de ler.


Publicado por Rubens Jardim em 16/03/2019 às 19h12
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