Rubens Jardim

A poesia é uma necessidade concreta de todo ser humano.

Meu Diário
28/11/2018 16h19
Um poeta amigo, Péricles Prade, já disse que a poesia é a verdadeira pedra filosofal, o ouro supremo da palavra, a quint

 Cesar Augusto de Carvalho, meu parceiro no Sarau Gente de Palavra Paulistano  "psicografou" todas as minhas emoções da noite poética de ontem, em homenagem ao poeta e ator Claudio Laureatti.

UMA NOITE MÁGICA -- Saraus poéticos são sempre alegres. Nunca participei de nenhum onde imperasse melancolias ou tristezas. Mas, ontem à noite, no Gente de Palavra, sarau abrigado pela casa da poesia, a Livraria Patuscada, do querido amigo Eduardo Lacerda, aconteceram coisas impossíveis de serem descritas.
Desde o início, eram mais de 8:30h, um amigo do Claudio Laureatti, o poeta homenageado, enredou-nos na sonoridade de sua harmônica cantando Luiz Gonzaga. Depois, aberto oficialmente o evento, com a introdução de Rubens Jardim, me diverti à beça com os poetas convidados e seus depoimentos e leituras. Laureatti, por sua vez, não deixava por menos, animador cultural que é, interferia ora com sua voz, ora com a movimentação de seu corpo, deixando-nos com um enorme sorriso na boca.
Confesso, apresentar cada um dos poetas com meu jeito seco e direto, foi uma diversão.
Terminado o sarau, caminhando pelas ruas da Vila Madalena, de volta para casa, lembrei-me da inutilidade da poesia proclamada por LeminskI. Ele tem razão, a inutilidade serve para gerar o que de melhor se pode fazer neste mundo maluco: celebrar a vida.
Meu muito obrigado ao Laureatti por proporcionar esta festa, ao Rubens Jardim por enredar-me nas línguas desta Gente de Palavra e, claro, meu muitíssimo obrigado aos poetas que nos prestigiaram com sua voz e simpatia.

o poema é inútil
não cheira, nem fede
soa (*).

(*) do livro Curto-circuito, a ser editado em breve.


Publicado por Rubens Jardim em 28/11/2018 às 16h19
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26/11/2018 10h19
MÉDICA CUBANA CONTESTA AFIRMAÇÕES DE BOLSONARO

A médica Esther Carina Abeledo, é da segunda turma de cubanos do Mais Médicos. Junto com outros 2 mil médicos do país, passou por uma bateria de testes de português, cultura brasileira e de conhecimentos médicos em Havana, Brasília e Florianópolis, até assumir o posto em Içara, interior de Santa Catarina, em maio de 2014.
“Muitas pessoas fazem confusão sobre a nossa situação. Eu saí de Cuba sabendo quanto iria ganhar no Brasil. Quem assina esse contrato não vem pelo dinheiro, mas para uma missão médica, para atender uma população que precisa de tratamento adequado. Viajamos, conhecemos outras culturas e ainda temos a oportunidade de ajudar essas pessoas. Nenhum cubano é enganado ou explorado. Em Cuba, há um regime social, não há escravos. Isso é ofensa para nós, a escravidão já acabou há muito tempo”, 
Com 30 anos de experiência, a médica está na quarta missão e pediu, no começo do ano, renovação do contrato por mais mais três anos. Antes, trabalhou cinco anos em Honduras, depois dois anos na Guatemala e outros cinco anos na Venezuela. Ela esclarece outra polêmica criada por Bolsonaro, que acusou o governo cubano de não permitir que familiares dos médicos venham ao Brasil.
“Me casei em 2017 com um baiano que mora aqui em Içara. Minha filha e meus dois netos vieram de Cuba e moram aqui comigo também. Não existe qualquer impedimento para parentes virem nos visitar ou até mesmo morar no Brasil”, afirma Abeledo, que, por conta da família, agora busca uma forma de permanecer no país.


Publicado por Rubens Jardim em 26/11/2018 às 10h19
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21/11/2018 01h06
É PRECISO RESPEITAR ACIMA DE TUDO A DIGNIDADE DO SER HUMANO

DESABAFO - Já estive em Cuba, em uma feira do livro e posso assegurar a vc: cuba deve ser o inferno para os endinheirados, um purgatório para a classe média e o paraíso para os pobres. Essa é a verdadeira razão que fez o EUA estabelecer o bloqueio e colaborar com todas as ditaduras militares da América Latina. Sempre foi preciso demonizar o "comunismo" pra evitar sua expansão.E as elites endinhehiradas sempre fizeram isso através das mídias. E uma das conversas fajutas, talvez a mais frequente, é a aludida falta de liberdade.Um conceito genérico e abstrato que não resiste a qualquer cotejo com situações concretas. Por exemplo:a maior parte da população brasileira recebe como renda familiar menos do que o auxílio-moradia dos operadores da justiça e dos membros do congresso nacional( por volta de 4 mil reais). Será que essas pessoas moram precariamente, não tem acesso a uma boa saúde, à educação e a um trabalho digno por que elas querem? Elas possuem alguma liberdade? Elas tem algum direito? Enquanto os privilegiados, e me incluo nesse grupo, fazem escolhas onde irão nas férias --nordeste, europa, eua--essas pessoas sobrevivem, cotidianamente, com dificuldades até para comprar alimentos básicos e se locomover para o trabalho precário. Esclareço que esses privilégios me constrangem. Por isso, sempre lutei em favor de uma sociedade mais igualitária e fraterna. Sei, no entanto, que muita gente da minha famigerada classe média pensa exatamente o contrário. Eles estavam no armário até recentemente.Mas com a abertura das portas e comportas, seus comportamentos vieram à tona. Eles querem, no fundo, que os pobres desapareçam e não atrapalhem. Que sejam mortos ou presos, tanto faz. Mas desapareçam. Não respeitam a dignidade inerente a qualquer ser humano. E isso me provoca uma imensa dor. Pois sou daqueles que foi convertido, de verdade, pela palavra de Cristo: amai-vos uns aos outros.E é com essa bandeira que seguirei até o fim de meus dias. Respeitando as diferenças e as divergências, detestanto o racismo, a miséria, as abjetas desigualdes sociais. (pensei em esclarecer alguns pontos de um comentário feito em minha página no facebook. mas o texto foi andando e tomou esse vulto.aí eu reli e resolvi dividir com os amigos)


Publicado por Rubens Jardim em 21/11/2018 às 01h06
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21/11/2018 01h03
SARAU GENTE DE PALAVRA PAULISTANO DIA 27 DE NOVEMBRO.

Como já disse com muita propriedade o nosso companheiro, Claudio Laureatti, a gente não quer só poesia. A gente quer causar incêndio no coração da cidade, morro, viela, beco, favela...


Publicado por Rubens Jardim em 21/11/2018 às 01h03
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21/11/2018 00h59
OS ABSURDOS CONSTANTES DA NOSSA GENTE


Publicado por Rubens Jardim em 21/11/2018 às 00h59
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